O brasileiro não tem memória.

Neste blog desmascaramos esta mentira.









domingo, 15 de fevereiro de 2026

Carnaval do Brasil - Coisas que você não sabe

Quem é estrangeiro, ou mesmo brasileiro que incompreensivelmente nunca brincou um carnaval de verdade, nem desconfia de alguns aspectos pouco comentados dessa celebração.  Decidi, do alto da minha vasta experiência carnavalesca, apontar algumas informações que ajudarão a entender o cotidiano do carnaval:

a) As pessoas falam em brincar carnaval, mas na verdade levamos muito a sério. O carnaval é uma festa de proporções épicas que exige muito planejamento dos poderes públicos, redimensionamento dos serviços e toda uma infraestrutura para dar segurança aos foliões.

b) Em alguns lugares onde o carnaval é uma festa tradicional, como aqui nesse cantinho festivo que habito, já existe um protocolo das medidas que funcionaram em situações extremas, então sabemos exatamente quais são as providências a adotar para que a festa ocorra.

c) Mas além desse planejamento coletivo, existe também um importante planejamento individual porque os serviços e as lojas estarão fechadas. Há que se pensar em estocar comida e bebida, providenciar os remédios contra a ressaca e dores musculares e não contar, em termos gerais, com qualquer tipo de delivery porque não dá para passar pelas ruas mesmo.

d) Se você não se preparar logisticamente, e suficientemente, os seus próximos 6 ou 12 dias (dependendo do local em que você está festejando) serão bastante complicados.

e) Há que planejar as fantasias e roupas de folia, a maquiagem, e a ressaca. Roupas leves, fantasias engraçadas, e boa hidratação são fundamentais para garantir que os atletas da folia consigam sobreviver;

f) O carnaval é também uma festa de autoconhecimento.  Você vai descobrir a diferença entre o que pensa que consegue fazer, e aquilo que efetivamente faz.  Pular pelas ladeiras durante 6 dias é um esporte de impacto, ainda mais nas posições estranhas que o álcool proporciona.

g) Você vai acordar todo dolorido (a), e com tanta purpurina nos olhos, na boca e no cabelo que não vai ter conserto.

h) Convide o bom senso e as boas ideias para brincarem com você porque, quando a quarta-feira chegar, haverá cinzas no seu coração mas, esperamos, não emporcalhando a sua moral.

i) Mas se a sua liberdade levar para situações estranhas, aprenda a navegar através do álcool para chegar em um lugar seguro.

j) E lembre, ninguém está nem aí para o que você está fazendo. Isso é muito bom, mas se você precisar de ajuda os foliões podem achar que você está brincando.

l) Escolha um lugar bom para brincar, aquele pequeno quadrado no meio da multidão em que você possa chegar com facilidade nos agentes públicos, ou cair sem ser pisoteado.

m) Como em tudo na vida, se você é iniciante vá aprendendo que em poucos carnavais você vai aproveitar cada vez mais.

n) Você vai aprender que o contato humano é contínuo, com tudo de bom e de ruim que isso tem. Tome cuidado, e lembre-se sempre de quem você é, dos seus limites, e da sua liberdade.

O carnaval muda a nossa maneira de sentir e de viver e, quando brincado profundamente, é uma experiência transformadora que marca indelevelmente a nossa memória individual e coletiva.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Começou o carnaval 2026!

 Eita!

Vixe!

Ontem fui passear para ver como a minha cidade linda está fantasiada, dancei um bocado, mas  eu não vou. 

Está todo mundo lá para saudar o carnaval💓

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Carnaval 2026

 Eu não vou.

Não vou mas vou evocar as lembranças de todos os meus carnavais em 2026.  Meu repertório é composto por tanta graça, tanta emoção, tanta alegria, que tenho certeza que nas próximas vidas que eu tiver vou dar risadas sem motivo.

Ou vou reencarnar fantasiada de alguma coisa maluca, como já fiz tantas vezes nesta vida.

Eu desejo a todos um carnaval verdadeiro, profundo e visceral, que produza memórias indeléveis e felizes.

Nesse estado alterado de espírito seja muito feliz, brinque como se não houvesse amanhã, e celebre furiosamente.

O carnaval é alegria e liberdade (dentro da regra, como diria São Tomás de Aquino), e o melhor é quando ele passa deixando só aquela felicidade e irreverência que nos concede viver mais um ano de forma mais leve, até reabastecermos a alma no próximo carnaval.

Enquanto houver carnaval verdadeiro seremos sempre melhores e felizes, simplesmente porque para brincar e ser feliz não precisa de nada.  Basta ir para a rua e ver todo mundo alegre celebrando juntos.

Sim, eu citei São Tomás de Aquino nesta mensagem de carnaval, e se você quiser se fantasiar como ele, fica a dica.

Eu não vou, mas vou lembrar e ser feliz.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

8 de janeiro - marco da resistência democrática

8 de janeiro converteu-se em um marco da construção da democracia no Brasil, momento de lembrar da última tentativa de ruptura da ordem constitucional mediante uma tentativa de golpe de Estado, o último de uma série da nossa conturbada história.

8 de janeiro é uma data para lembrarmos juntos e exercer o dever de memória para entender, prevenir e reagir porque a democracia, principalmente as mais jovens e vulneráveis, precisam de atenção, vigilância e cuidado constantes até se tornarem maduras.

O ataque físico e simbólico aos poderes da República trouxe consequências jurídicas variadas, e assistimos a uma batalha pela marca onde lados opostos reivindicaram significados diversos. Não houve, em torno do marco, o esperado consenso de repudiar a violência contra as instituições, fato que por si já ajuda a identificar o joio e o trigo.

Pergunte-se quem apoia a violência contra as instituições, agentes da segurança pública e o patrimônio cultural.  Pergunte-se quem pôs em risco a ordem pública, e descobrirá quem conserva e quem destrói.

Para lembrar sempre o 8 de janeiro, porque essa é a missão deste blog:


https://direitoamemoria.blogspot.com/2023/01/o-infame-8-de-janeiro-de-2023.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2023/02/todo-dia-8-de-janeiro.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2023/04/lembrar-o-dia-8-de-janeiro-de-2023.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2024/01/8-de-janeiro-de-2024.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2024/01/comemoracao-do-8-de-janeiro-ato.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2025/01/8-de-janeiro-de-2025-dever-de-memoria.html

domingo, 28 de dezembro de 2025

Ferramentas

Quando penso na minha biografia lembro que a vida de todo mundo é um caminho, que só existe quando você percorre, e esse é o sentido do curriculum vitae.

Caminhar na vida é adquirir ferramentas para viver bem, o que me lembra aquele abraço de Gilberto Gil, canção tão sábia e preciosa:

"Meu caminho pelo mundo eu mesmo faço

A Bahia já me deu régua e compasso

Quem sabe de mim sou eu

Aquele abraço!

Para você que me esqueceu

Aquele abraço!

Régua e compasso são ferramentas importantes porque ajudam a medir corretamente pessoas e situações, e a desenhar a forma como as relações devem se desenvolver. A família e a minha cultura me deram a régua e o compasso que eu uso todos os dias.

A bússola, a direção, eu construí ao caminhar para o lado certo da Força.

E em 2025 eu conquistei o meu sextante.

Para vocês, desejo um 2026 cheio de boas possibilidades, com ferramentas que tornem a vida maravilhosa.

Aquele abraço!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Lembrancinha

Dezembro e janeiro de cada ano compõem o ciclo natalino porque, entre nós, o Natal não é apenas uma data, mas um período de festejos.

É um tempo de confraternização, agradecimentos e dádivas, onde as pessoas manifestam bons sentimentos que deveriam estar presentes em todos os dias e horas de nossas vidas.

Nesse período mágico há o costume de ofertar presentes, que às vezes chamamos de lembrancinhas (cf.https://direitoamemoria.blogspot.com/2012/12/feliz-natal-2013.html).

Eu adoro a palavra e a ideia da lembrancinha porque, em primeiro lugar, demonstra que alguém pensou no presenteado com carinho e, segundo, que o presentinho é algo cujo valor é mais do que material.

A lembrancinha vale mais pelo significado do que pela matéria, e isso também é aplicável aos bens materiais que suportam o direito à memória coletiva e individual.

Feliz Natal!



sábado, 29 de novembro de 2025

Nomes do Brasil - IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é uma autarquia federal, portanto integrante da Administração Pública, cujos inestimáveis serviços permitem que nós brasileiros conheçamos a nós mesmos, ao nosso território, e suas preciosas informações são fundamentais para o planejamento das políticas públicas.

Para conhecer o IBGE:https://www.ibge.gov.br/acesso-informacao/institucional/o-ibge.html

Recentemente, o IBGE publicou a lista dos nomes próprios e sobrenomes utilizados no Brasil: https://censo2022.ibge.gov.br/nomes

Nas últimas semanas essa questão dos nomes vem sido muito debatida e a plataforma permite pesquisar o seu próprio.  Descobri que no Brasil existem 274.147 pessoas que têm a sorte de portar esse belo nome "Fabiana", comunidade da qual eu orgulhosamente faço parte, cuja média de idade é de 38 anos.

O acentuado declínio na escolha desse nome próprio simples, e lindo, mostra que ele não está na moda.

Bem, faço parte da comunidade pelos motivos errados, mas no fim da estória muito doida que os meus pais contam, eu ganhei o nome Fabiana.

Lá você também pode descobrir qual o lugar no mapa com maior ocorrência de "Fabianas", que é em Minas Gerais. Não é novidade alguma já que nós, Fabianas, somos muito espertas e sabemos exatamente o lugar que tem os melhores quitutes, acompanhados de um cafezim de primeira qualidade.

Eu preciso explicar que, do ponto de vista da lei de registros públicos brasileira, a escolha do nome próprio (prenome ou primeiro nome) é livre, desde que não represente um atentado à dignidade da pessoinha. Alguns países possuem leis indicando (ou proibindo) nomes que podem ser atribuídos aos recém-cidadãos, o que limita obviamente as escolhas e as expectativas dos que nomeiam.

O primeiro nome de uma pessoa aqui no Brasil pode ser simples, composto, e ao alvedrio dos pais ou responsáveis. 

Sim, eu escrevi alvedrio, que é uma palavra muito antiga, que ninguém mais usa porque, além de promover o resgate, também poderia ser o nome de alguém.

Não é, eu busquei na plataforma.  Mas se você procurar encontrará nomes interessantes e peculiares, que ajudam a compor esse mosaico supercriativo dos nomes brasileiros, inclusive contextualizando o período em que determinado nome se tornou mais comum.

Além dos nomes mais corriqueiros identificados pelo IBGE, tais como Maria, Ana, José e Antônio, existem muitos outros memoráveis https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/11/05/deus-remedio-finado-e-carnaval-veja-nomes-e-sobrenomes-inusitados-registrados-em-sp-segundo-ibge.ghtml.