Na série "lembretes para um mundo melhor" tento fazer apontamentos que me ajudem na hora de votar, em relação a propostas que gostaria de identificar na plataforma eleitoral dos futuros candidatos, e também lembrar do que esses candidatos eleitos fizeram ou deixaram de fazer (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2012/03/lembretes-para-um-mundo-melhor-1-andar.html e https://direitoamemoria.blogspot.com.br/2012/08/lembretes-para-um-mundo-melhor-2-forma.html)
Nesse ano de 2016, vamos votar para prefeito e vereador. Ou seja, vamos escolher os gestores mais próximos de nós, aqueles que realmente deveriam transformar e melhorar a nossa realidade local.
Mas, outra vez e de novo, a campanha eleitoral para vereadores é uma manifestação de bizarrice que chega a ofender a minha consciência eleitoral.
Não é que tenha perdido o meu senso de humor. Não. É notório que o brasileiro cultiva a diversão como forma de encarar o mundo (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/03/conhece-te-ti-mesmo-brasil-3-questao-da.html), o que supostamente nos torna um povo alegre. Mas não acho que esse tipo de expansão seja adequada à seriedade de pleitos eleitorais.
Essa bizarrice ridícula fica mais evidente nas campanhas para vereador. Não bastasse a ignorância geral sobre o papel de um vereador, compartilhada por candidatos e eleitores, às vezes com orgulho, e a ausência de debate público sobre propostas, ainda vemos um desfile de candidatos que, simplesmente, apenas querem chamar a atenção dos eleitores com piadas.
Piadas que aparecem na identificação dos candidatos, muitos adotam nomes até ofensivos, no meu sentir incidindo em falta de decoro parlamentar mesmo antes de serem eleitos (http://spotniks.com/essa-e-a-lista-definitiva-dos-candidatos-com-os-nomes-mais-bizarros-das-eleicoes-2016/).
Muitos adotam uma plataforma eleitoral realmente enganadora. Prometem fazer leis municipais sobre a pena de morte, por exemplo, que mesmo se fosse competência municipal seria inconstitucional. Ou lutar contra o FMI (na Câmara dos Vereadores?), ou qualquer outra coisa que chame a atenção do eleitor mesmo que seja inviável e impossível.
E os eleitores vão votar neles, mesmo que seja inviável e impossível. E ridículo.
O brasileiro não tem memória.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Lembretes para um mundo melhor (2): a forma das campanhas políticas
Podem me chamar de ingênua, mas acredito que as eleições são um instrumento de transformação social. O problema é acertar a mão na hora de votar, e ajudaria muito se as pessoas fossem mais ousadas e menos conservadoras na escolha dos candidatos: aqui existe pouca alternância de poder porque sempre as mesmas figuras continuam a concorrer.
Ano após ano são os mesmos nomes. Dizendo melhor, os mesmos sobrenomes, porque a prática da política partidária aqui parece realmente ser hereditária.
Se é para transformar, então devemos começar mudando a forma de manifestação das campanhas. Não vou votar no candidato que não respeita o meio ambiente:
a) Suja a cidade com panfletos que só atendem ao seu interesse (nome, foto e número);
b) Provoca poluição sonora com a sua campanha, seja através de comícios (aqui chamados de "showmícios", imaginem), fazem jingles ruins (aquelas musiquinhas-chiclete), ou buzinaços de madrugada.
Acreditam que os correligionários de um candidato tiveram a cara de pau de promover um buzinaço ontem de madrugada? Total desrespeito à lei do silêncio.
c) Promovem carreatas - procissão de carros - em uma cidade que não suporta mais nenhum veículo, quanto mais os oito mil que ingressam todos os dias.
d) Os candidatos aqui vandalizam a cidade pintando muros, colando cartazes eleitorais em postes, é um pesadelo.
Observem que eu só estou falando da forma da campanha, nem do conteúdo ou da probidade do candidato eu estou tratando, mas juntos chegaremos lá.
Vou lembrar na hora de votar dos candidatos que não respeitam as leis ambientais e de ordenamento urbano. Para mim, esses serão ostracizados: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/11/resgatando-instituicoes-antigas.html
E se algum dia tiver a chance de falar pessoalmente com algum deles, vou dizer: "sabe porque eu não voto no (a) senhor(a), porque V.Sa.(vossa senhoria) sujou a minha cidade no pleito eleitoral de _____(ano), e eu não esqueço".
Ano após ano são os mesmos nomes. Dizendo melhor, os mesmos sobrenomes, porque a prática da política partidária aqui parece realmente ser hereditária.
Se é para transformar, então devemos começar mudando a forma de manifestação das campanhas. Não vou votar no candidato que não respeita o meio ambiente:
a) Suja a cidade com panfletos que só atendem ao seu interesse (nome, foto e número);
b) Provoca poluição sonora com a sua campanha, seja através de comícios (aqui chamados de "showmícios", imaginem), fazem jingles ruins (aquelas musiquinhas-chiclete), ou buzinaços de madrugada.
Acreditam que os correligionários de um candidato tiveram a cara de pau de promover um buzinaço ontem de madrugada? Total desrespeito à lei do silêncio.
c) Promovem carreatas - procissão de carros - em uma cidade que não suporta mais nenhum veículo, quanto mais os oito mil que ingressam todos os dias.
d) Os candidatos aqui vandalizam a cidade pintando muros, colando cartazes eleitorais em postes, é um pesadelo.
Observem que eu só estou falando da forma da campanha, nem do conteúdo ou da probidade do candidato eu estou tratando, mas juntos chegaremos lá.
Vou lembrar na hora de votar dos candidatos que não respeitam as leis ambientais e de ordenamento urbano. Para mim, esses serão ostracizados: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/11/resgatando-instituicoes-antigas.html
E se algum dia tiver a chance de falar pessoalmente com algum deles, vou dizer: "sabe porque eu não voto no (a) senhor(a), porque V.Sa.(vossa senhoria) sujou a minha cidade no pleito eleitoral de _____(ano), e eu não esqueço".
segunda-feira, 5 de março de 2012
Lembretes para um mundo melhor (1): andar de bicicleta
Nessa série do blog vou trazer um conjunto de medidas que poderiam constar da plataforma eleitoral dos futuros candidatos. Vou votar naquele que tenha, pelos menos umas vinte propostas pré-aprovadas.
A primeira dessas propostas pré-aprovadas é o incentivo governamental ao uso da bicicleta como meio de transporte, através do pagamento da "bolsa-bike", ou de isenção fiscal aos empregadores que estimularem o uso do meio de transporte pelos seus empregados.
Como diz uma grande amiga minha, vamos copiar os melhores: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/b%C3%A9lgica-paga-para-cidad%C3%A3o-ir-bicicleta-ao-trabalho-131205687.html.
Após cinco anos, poderia ser feita uma análise para verificar os resultados dessa política. O primeiro índice de sucesso seria a redução do número de acidentes com motos, que já podem ser considerados uma epidemia nacional.
Política pública de transporte eficiente, ordenamento urbano e do trânsito, contribuições para a política da saúde, redução do número de acidentes, menor gasto público com rodovias. Já que parece não haver um limite legal estabelecido para a quantidade de carros que podem circular em uma cidade (ou ficar parados em engarrafamentos, dependendo do horário), o uso da bicicleta seria uma alternativa muito boa.
Seria bom, também, que as bicicletas parassem de concorrer com os ônibus, visto que aqui ambos utilizam a faixa da direita.
A primeira dessas propostas pré-aprovadas é o incentivo governamental ao uso da bicicleta como meio de transporte, através do pagamento da "bolsa-bike", ou de isenção fiscal aos empregadores que estimularem o uso do meio de transporte pelos seus empregados.
Como diz uma grande amiga minha, vamos copiar os melhores: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/b%C3%A9lgica-paga-para-cidad%C3%A3o-ir-bicicleta-ao-trabalho-131205687.html.
Após cinco anos, poderia ser feita uma análise para verificar os resultados dessa política. O primeiro índice de sucesso seria a redução do número de acidentes com motos, que já podem ser considerados uma epidemia nacional.
Política pública de transporte eficiente, ordenamento urbano e do trânsito, contribuições para a política da saúde, redução do número de acidentes, menor gasto público com rodovias. Já que parece não haver um limite legal estabelecido para a quantidade de carros que podem circular em uma cidade (ou ficar parados em engarrafamentos, dependendo do horário), o uso da bicicleta seria uma alternativa muito boa.
Seria bom, também, que as bicicletas parassem de concorrer com os ônibus, visto que aqui ambos utilizam a faixa da direita.
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