A autenticidade é um pressuposto inafastável e lógico para a preservação de um bem cultural.
Por essa razão estou me dedicando a estudar o tema e vou iniciar essa reflexão no blog para ajudar em um artigo que estou escrevendo.
Vamos começar pensando que qualquer coisa pode ser falsificada.
Falsificam-se os objetos mais variados: quadros, remédios, azeite (https://direitoamemoria.blogspot.com/2012/09/azeite-doce.html), e até um sítio supostamente arqueológico:
Por mais surpreendente que pareça não é rara a falsificação de sítios arqueológicos, e isso já foi até política de Estado.
Até o patrimônio imaterial pode ser falsificado.
Enfim, o tema envolve muitos desdobramentos: a questão do conceito, da reprodutibilidade e contrafação, metodologias de autenticação e tudo o que implica a definição da identidade de um bem cultural.
Apoiar a memória em lembranças falsas, fake news, e outras formas de inautenticidade deforma o patrimônio cultural.