O brasileiro não tem memória.

Neste blog desmascaramos esta mentira.









quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sobre a autenticidade (1)

A autenticidade é um pressuposto inafastável e lógico para a preservação de um bem cultural.

Por essa razão estou me dedicando a estudar o tema e vou iniciar essa reflexão no blog para ajudar em um artigo que estou escrevendo.

Vamos começar pensando que qualquer coisa pode ser falsificada.

Falsificam-se os objetos mais variados: quadros, remédios, azeite (https://direitoamemoria.blogspot.com/2012/09/azeite-doce.html), e até um sítio supostamente arqueológico:

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/um-trouxa-nasce-a-cada-minuto-o-homem-que-enganou-turistas-com-um-anfiteatro-grego-falso-na-italia/

Por mais surpreendente que pareça não é rara a falsificação de sítios arqueológicos, e isso já foi até política de Estado.

Até o patrimônio imaterial pode ser falsificado.

Enfim, o tema envolve muitos desdobramentos: a questão do conceito, da reprodutibilidade e contrafação, metodologias de autenticação e tudo o que implica a definição da identidade de um bem cultural.

Apoiar a memória em lembranças falsas, fake news, e outras formas de inautenticidade deforma o patrimônio cultural.