Temulento é sinônimo de ébrio, embriagado. Mas nos dicionários, também pode designar um local em que ocorrem orgias ou cenas de embriaguez, parecendo sintetizar perfeitamente o antigo ditado brasileiro que reza: "os bens de bêbado não têm dono".
O ditado popular não é bem assim, mas por uma questão de elegância e bom gosto, preferi retirar a alusão a quaisquer partes do corpo humano.
Modo de usar: Como sinônimo de bêbado: "O teu marido é um temulento de uma figa".
Como lugar onde acontecem espetáculos impróprios: "O temulento apartamento de Fulano".
O brasileiro não tem memória.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
O primeiro disco a gente nunca esquece...
O primeiro disco de vinil que, conscientemente, eu comprei para mim mesma foi o "Falco 3", que continha o sucesso "Rock me Amadeus".
O que?! Você não lembra/conhece essa música?! Dá uma olhada no santo youtube: http://www.youtube.com/watch?v=cVikZ8Oe_XA.
Nesse mesmo disco havia outros grandes sucessos: Vienna Calling (http://www.youtube.com/watch?v=vFTxqMg-OKQ), Jeanny (http://www.youtube.com/watch?v=_5-XF_pnXX4).
Falco também ficou conhecido pela música "Der Kommissar" (http://www.youtube.com/watch?v=_w4Xulsjo5I).
Tive boas lembranças revendo os videoclips no youtube. Cantei, dancei e lembrei da minha infância, super orgulhosa de ter conseguido comprar o então dificílimo disco importado (meses de economia e de negociação com o dono da loja).
Lembro também que eu achava que ele cantava em inglês, só muito tempo depois a minha irmã, que estudava alemão, me disse delicadamente: "Tá doida? Esse cara tá cantando em alemão, Fabiana".
E eu fiquei muito surpresa, porque sempre me emocionava e cantava todas as letras junto com Falco, em inglês...
O meu primeiro disco foi vítima da insensibilidade humana. Outro dia, fui procurá-lo mas minha mãe já tinha jogado todos os discos de vinil fora, e agora ele é mais uma preciosa lembrança.
O que?! Você não lembra/conhece essa música?! Dá uma olhada no santo youtube: http://www.youtube.com/watch?v=cVikZ8Oe_XA.
Nesse mesmo disco havia outros grandes sucessos: Vienna Calling (http://www.youtube.com/watch?v=vFTxqMg-OKQ), Jeanny (http://www.youtube.com/watch?v=_5-XF_pnXX4).
Falco também ficou conhecido pela música "Der Kommissar" (http://www.youtube.com/watch?v=_w4Xulsjo5I).
Tive boas lembranças revendo os videoclips no youtube. Cantei, dancei e lembrei da minha infância, super orgulhosa de ter conseguido comprar o então dificílimo disco importado (meses de economia e de negociação com o dono da loja).
Lembro também que eu achava que ele cantava em inglês, só muito tempo depois a minha irmã, que estudava alemão, me disse delicadamente: "Tá doida? Esse cara tá cantando em alemão, Fabiana".
E eu fiquei muito surpresa, porque sempre me emocionava e cantava todas as letras junto com Falco, em inglês...
O meu primeiro disco foi vítima da insensibilidade humana. Outro dia, fui procurá-lo mas minha mãe já tinha jogado todos os discos de vinil fora, e agora ele é mais uma preciosa lembrança.
sábado, 5 de novembro de 2011
Inesquecíveis do youtube
Não há depressão que resista. Alguém me mostrou esses links e eu não consegui esquecer:
Música: http://www.youtube.com/watch?v=vDoy5V5fKks
Áudio: http://www.youtube.com/watch?v=Zhgq8bkkp7k
História alternativa do Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=2FbpCv4zfFo
Locução:http://www.youtube.com/watch?v=uSaf28eS7d4
Nutrição: http://www.youtube.com/watch?v=pmn-dbBpglU
Música: http://www.youtube.com/watch?v=vDoy5V5fKks
Áudio: http://www.youtube.com/watch?v=Zhgq8bkkp7k
História alternativa do Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=2FbpCv4zfFo
Locução:http://www.youtube.com/watch?v=uSaf28eS7d4
Nutrição: http://www.youtube.com/watch?v=pmn-dbBpglU
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
RESGATANDO XINGAMENTOS ANTIGOS - LUMIA
"Lumia" é uma palavra de origem latina, que hoje significa "prostituta" em Espanhol, xingamento dos mais antigos nesse idioma.
O mérito desse resgate não é nosso, é da Nokia, que resolveu batizar o seu novo celular de Lumia, apesar de saber da conotação, digamos, um tanto pejorativa.
Confira:http://br.finance.yahoo.com/noticias/Nokia-adota-termo-Lumia-efebr-1391648804.html?x=0
Conforme consta da notícia referida no link acima, a Nokia explicou a escolha do nome porque "lumia" é um termo em espanhol muito antigo, que não é usado há muito tempo". Essa explicação nos permite considerar a empresa como uma parceira na luta pelo resgate de xingamentos antigos.
Modo de usar: "Coloque o Lumia no modo vibrador e silencioso, por favor".
O mérito desse resgate não é nosso, é da Nokia, que resolveu batizar o seu novo celular de Lumia, apesar de saber da conotação, digamos, um tanto pejorativa.
Confira:http://br.finance.yahoo.com/noticias/Nokia-adota-termo-Lumia-efebr-1391648804.html?x=0
Conforme consta da notícia referida no link acima, a Nokia explicou a escolha do nome porque "lumia" é um termo em espanhol muito antigo, que não é usado há muito tempo". Essa explicação nos permite considerar a empresa como uma parceira na luta pelo resgate de xingamentos antigos.
Modo de usar: "Coloque o Lumia no modo vibrador e silencioso, por favor".
Marcadores:
Direito à memória coletiva,
Patrimônio imaterial
Memória Poética - Carlos Pena Filho
SONETO OCO
Neste papel levanta-se um soneto,
de lembranças antigas sustentado,
pássaro de museu, bicho empalhado,
madeira apodrecida de coreto.
De tempo e tempo e tempo alimentado,
sendo em fraco metal, agora é preto.
E talvez seja apenas um soneto
de si mesmo nascido e organizado.
Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,
pois não sei como foi arquitetado
e nem me lembro quando apareceu.
Lembranças são lembranças, mesmo pobres,
olha pois este jogo de exilado
e vê se entre as lembranças te descobres.
Neste papel levanta-se um soneto,
de lembranças antigas sustentado,
pássaro de museu, bicho empalhado,
madeira apodrecida de coreto.
De tempo e tempo e tempo alimentado,
sendo em fraco metal, agora é preto.
E talvez seja apenas um soneto
de si mesmo nascido e organizado.
Mas ninguém o verá? Ninguém. Nem eu,
pois não sei como foi arquitetado
e nem me lembro quando apareceu.
Lembranças são lembranças, mesmo pobres,
olha pois este jogo de exilado
e vê se entre as lembranças te descobres.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Esquecedouros - Cemitérios
Ontem, dia de finados, foi dia de refletir sobre os cemitérios, uma das mais antigas manifestações culturais da Humanidade, datando do período neolítico, onde desenvolvem-se alguns dos mais importantes ritos de passagem dos mortos, por exemplo, o velório, as exéquias, luto público, as condolências e o sepultamento (THOMAS, 1996, p. 9).
O ato de sepultar, em geral, representa uma forma de dignificar e organizar o futuro do morto, permitindo a sua sobrevivência memorial. Ao contrário, negar o direito ao sepultamento pode significar uma forma de vingança ou punição contra o falecido, como se vê na Antígona de Sófocles.
O tratamento conferido aos restos mortais, especificamente quanto à corrupção do corpo, pode ocorrer de quatro maneiras básicas, que acabam por determinar o tipo de cemitério que será produzido: na corrupção acelerada, pretende-se o desfazimento rápido do cadáver, que geralmente fica exposto à ação de animais; outro tipo é a corrupção consentida mas oculta, quando o cadáver é deixado às intempéries, mas escondido (em cima de árvores, por exemplo); na inumação, o corpo é enterrado e desintegra-se sem ser visto; e finalmente, a corrupção proibida, quando se impõe o uso de técnicas de preservação para conservar (defumar, dessecar ou embalsamar) ou destruir sem corrupção, como ocorre na cremação ou ingestão de partes ou cinzas dos cadáveres pelos parentes (THOMAS, 1996, p. 9).
Em algumas culturas, o rito fúnebre serve de vetor da coesão social porque mostra a continuidade do grupo a despeito do desaparecimento dos indivíduos, que inclusive continuam a integrar o corpo social na condição de antepassados, honrados através de eventos específicos (BAYARD, 1996, p.16). O dia de finados, conforme Le Goff (2000, p. 32), foi criado no século XI para celebrar a memória dos falecidos, com pesar ou festa, tal como ocorre no México.
No Brasil predomina a inumação, adotada com fins sanitários, havendo uma tendência atual da instalação de crematórios, não por razões religiosas mas de otimização do espaço e por necessidades de higiene. Em razão das exigências da vida moderna, nas grandes cidades os ritos fúnebres tornaram-se cada vez mais rápidos e menos carregados de simbolismo, o que evidentemente contribui para um exercício cada vez menor da memória.
A mudança dos ritos funerários, a pressa da vida moderna e a ausência de um ritual específico de afirmação da presença dos falecidos, salvo no dia de Finados, faz dos cemitérios um esquecedouro. E por fim, eles mesmos acabam sendo esquecidos.
É triste ver o abandono de alguns cemitérios brasileiros, que também são lugares de memória histórica e repositórios de arte tumular, mas que por preconceito, medo ou ignorância, não conseguem ser vistos como locais de visitação e de aprendizado.
REFERÊNCIAS
BAYARD, Jean-Pierre. Sentido oculto dos ritos mortuários – morrer é morrer?. São Paulo: Paulus, 1996.
DANTAS, Fabiana Santos. Direito fundamental à memória. Curitiba: Juruá, 2010.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Lisboa: Edições 70, 2000.
THOMAS, Louis-Vincent. Prefácio. In: BAYARD, Jean-Pierre. Sentido oculto dos ritos mortuários – morrer é morrer? São Paulo: Paulus, 1996.
O ato de sepultar, em geral, representa uma forma de dignificar e organizar o futuro do morto, permitindo a sua sobrevivência memorial. Ao contrário, negar o direito ao sepultamento pode significar uma forma de vingança ou punição contra o falecido, como se vê na Antígona de Sófocles.
O tratamento conferido aos restos mortais, especificamente quanto à corrupção do corpo, pode ocorrer de quatro maneiras básicas, que acabam por determinar o tipo de cemitério que será produzido: na corrupção acelerada, pretende-se o desfazimento rápido do cadáver, que geralmente fica exposto à ação de animais; outro tipo é a corrupção consentida mas oculta, quando o cadáver é deixado às intempéries, mas escondido (em cima de árvores, por exemplo); na inumação, o corpo é enterrado e desintegra-se sem ser visto; e finalmente, a corrupção proibida, quando se impõe o uso de técnicas de preservação para conservar (defumar, dessecar ou embalsamar) ou destruir sem corrupção, como ocorre na cremação ou ingestão de partes ou cinzas dos cadáveres pelos parentes (THOMAS, 1996, p. 9).
Em algumas culturas, o rito fúnebre serve de vetor da coesão social porque mostra a continuidade do grupo a despeito do desaparecimento dos indivíduos, que inclusive continuam a integrar o corpo social na condição de antepassados, honrados através de eventos específicos (BAYARD, 1996, p.16). O dia de finados, conforme Le Goff (2000, p. 32), foi criado no século XI para celebrar a memória dos falecidos, com pesar ou festa, tal como ocorre no México.
No Brasil predomina a inumação, adotada com fins sanitários, havendo uma tendência atual da instalação de crematórios, não por razões religiosas mas de otimização do espaço e por necessidades de higiene. Em razão das exigências da vida moderna, nas grandes cidades os ritos fúnebres tornaram-se cada vez mais rápidos e menos carregados de simbolismo, o que evidentemente contribui para um exercício cada vez menor da memória.
A mudança dos ritos funerários, a pressa da vida moderna e a ausência de um ritual específico de afirmação da presença dos falecidos, salvo no dia de Finados, faz dos cemitérios um esquecedouro. E por fim, eles mesmos acabam sendo esquecidos.
É triste ver o abandono de alguns cemitérios brasileiros, que também são lugares de memória histórica e repositórios de arte tumular, mas que por preconceito, medo ou ignorância, não conseguem ser vistos como locais de visitação e de aprendizado.
REFERÊNCIAS
BAYARD, Jean-Pierre. Sentido oculto dos ritos mortuários – morrer é morrer?. São Paulo: Paulus, 1996.
DANTAS, Fabiana Santos. Direito fundamental à memória. Curitiba: Juruá, 2010.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. Lisboa: Edições 70, 2000.
THOMAS, Louis-Vincent. Prefácio. In: BAYARD, Jean-Pierre. Sentido oculto dos ritos mortuários – morrer é morrer? São Paulo: Paulus, 1996.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
2 de Novembro - dia de Finados.
O dia 2 de novembro é uma data memorial dedicada a todos os falecidos.
É dia de visitar a casa dos mortos, limpar túmulos, e honrá-los. Não percebo uma grande diferença na forma de cultuar os mortos entre as diversas religiões praticadas no Brasil: no geral, as pessoas praticam rituais parecidos, colocam flores e fazem rezas.
Para alguns cristãos não católicos sei que há um maior desapego do corpo, então não há uma preocupação em visitá-los fisicamente no cemitério.
Cada um do seu jeito, hoje é dia de lembrar. Viver na memória é a verdadeira imortalidade.
É dia de visitar a casa dos mortos, limpar túmulos, e honrá-los. Não percebo uma grande diferença na forma de cultuar os mortos entre as diversas religiões praticadas no Brasil: no geral, as pessoas praticam rituais parecidos, colocam flores e fazem rezas.
Para alguns cristãos não católicos sei que há um maior desapego do corpo, então não há uma preocupação em visitá-los fisicamente no cemitério.
Cada um do seu jeito, hoje é dia de lembrar. Viver na memória é a verdadeira imortalidade.
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