O flamenco é patrimônio imaterial da Humanidade: http://www.juntadeandalucia.es/cultura/iaf/opencms/portal/FlamencoPatrimonio/
E nessa semana além de belo, ficou triste com o falecimento do grande guitarrista Paco de Lucía. O funeral em Algeciras demonstrou a sua importância social e cultural: http://www.youtube.com/watch?v=kEiXAd_S4RA.
Para lembrar, Paco de Lucía e a voz do violão dele, Camarón de la Isla:
http://www.youtube.com/watch?v=MmYWOUg9hgA.
O brasileiro não tem memória.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 11 de março de 2014
Imagens dos Kremlins russos
Ainda pensando na Rússia, olha que interessante o passeio virtual pelos Kremlins: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_02_20/exposicao-virtual-permite-passear-pelos-kremlins-da-russia-6681/.
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segunda-feira, 10 de março de 2014
Lembrar Anastasia
Anastasia Nikolaevna Romanov nasceu em 18 de junho de 1901 e faleceu em 17/07/1918, e era a quarta filha do Tsar Nikolai II. Toda a família real russa foi assassinada, mas durante muitas décadas o destino de Anastasia e do irmão Alexei permaneceu um mistério.
De fato, há uma dúvida se os restos mortais de Anastasia estavam realmente desaparecidos, ou se seriam de sua irmã Maria.
A linda princesa tornou-se um personagem muito misterioso e motivou muitas especulações. Havia a sincera esperança de sua sobrevivência, especialmente porque eventualmente apareciam mulheres reclamando a sua identidade. A mais conhecida "Anastasia" foi Anna Anderson, papel que desempenhou durante toda a sua vida.
Mas a questão da sobrevivência de Anastasia também possuía um forte significado político, pela possibilidade de restabelecimento da monarquia, nos moldes anteriores à Revolução Russa o que, evidentemente, não se concretizou.
Muitos filmes e livros sobre a Grã-Duquesa foram produzidos, e a sua memória manteve-se viva durante todos esses anos.
Em 2007, a Arqueologia finalmente desvendou o mistério. Foram encontrados os corpos de Anastasia (ou Maria) e de Alexei, devidamente identificados. Para ler o artigo sobre a identificação por DNA: http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0004838.
Apesar da ciência provar o contrário, Anastasia será lembrada como a intrépida e aventureira princesa que conseguiu fugir do trágico destino da sua família, talvez porque as balas ricochetearam nas jóias costuradas em suas roupas...
domingo, 9 de março de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Lembrar para que? (2)
Na série "lembrar para que" refletimos sobre situações que deveriam cair no esquecimento redentor. Começamos analisando o caso do suposto affair entre Megan Fox e Shia Le Bouf, trazido ao conhecimento público por ele.
Lembrar para que?
Um vídeo na internet mostrou outra situação que deveria ser esquecida, não tivesse sido filmada: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/03/video-mostra-prefeito-do-rio-atirando-lixo-durante-entrevista-na-rua.html
Nesse vídeo, o Prefeito do Rio de Janeiro, o mesmo que instituiu a política do Lixo Zero, joga um pedaço de fruta carcomida em algum lugar. Segundo a assessoria, ele tentou lançar o pedaço de fruta em uma distante lixeira, ou para um assessor, para que ele jogasse no lixo, o que vier primeiro.
Indagado sobre o fato, o prefeito disse que não lembrava, mas que não joga lixo no chão. Na dúvida, vai multar-se a si mesmo (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/03/1421769-paes-se-automulta-apos-ser-flagrado-jogando-lixo-no-chao.shtml), como medida educativa pelo que não fez, ou não lembra ter feito. Mas lembra ter tentado acertar uma lixeira distante ou ter entregue o objeto ao assessor.
A primeira possibilidade parece remota, pois a reação natural de quem encesta qualquer coisa em uma lixeira distante é comemorar. No vídeo, não há qualquer comemoração. Se jogou, provavelmente o pedaço carcomido caiu no chão. Ou bateu em alguém (talvez no assessor), dada a expressão de susto do prefeito.
A outra possibilidade é ter lançado para um assessor jogar no lixo. Esse assessor ainda não confirmou a estória, mas deveria, porque seria realmente uma façanha segurar a referida fruta.
Ou talvez ambas as versões sejam possíveis, já que ele lançou duas vezes. Não seria o caso de aplicar a si mesmo duas multas?
Lembrar para que?
Um vídeo na internet mostrou outra situação que deveria ser esquecida, não tivesse sido filmada: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/03/video-mostra-prefeito-do-rio-atirando-lixo-durante-entrevista-na-rua.html
Nesse vídeo, o Prefeito do Rio de Janeiro, o mesmo que instituiu a política do Lixo Zero, joga um pedaço de fruta carcomida em algum lugar. Segundo a assessoria, ele tentou lançar o pedaço de fruta em uma distante lixeira, ou para um assessor, para que ele jogasse no lixo, o que vier primeiro.
Indagado sobre o fato, o prefeito disse que não lembrava, mas que não joga lixo no chão. Na dúvida, vai multar-se a si mesmo (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/03/1421769-paes-se-automulta-apos-ser-flagrado-jogando-lixo-no-chao.shtml), como medida educativa pelo que não fez, ou não lembra ter feito. Mas lembra ter tentado acertar uma lixeira distante ou ter entregue o objeto ao assessor.
A primeira possibilidade parece remota, pois a reação natural de quem encesta qualquer coisa em uma lixeira distante é comemorar. No vídeo, não há qualquer comemoração. Se jogou, provavelmente o pedaço carcomido caiu no chão. Ou bateu em alguém (talvez no assessor), dada a expressão de susto do prefeito.
A outra possibilidade é ter lançado para um assessor jogar no lixo. Esse assessor ainda não confirmou a estória, mas deveria, porque seria realmente uma façanha segurar a referida fruta.
Ou talvez ambas as versões sejam possíveis, já que ele lançou duas vezes. Não seria o caso de aplicar a si mesmo duas multas?
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sexta-feira, 7 de março de 2014
Manuscritos do Mali
No post http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2012/07/jus-sepulchri-direito-de-sepultar-ser.html, e trilhando por caminhos insondáveis já que o assunto era outro, começamos a discutir sobre o precioso acervo de manuscritos de Timbuktu (ou Tombuctu).
Desde lá tenho acompanhado as notícias sobre os livros, e lembrei que agora no mês de março comemoramos os dramático e silencioso resgate das bibliotecas, uma verdadeira operação de salvamento que conseguiu protegê-los de mais uma grande queima. Confira: http://www.istoe.com.br/reportagens/281513_O+INCRIVEL+RESGATE+DAS+BIBLIOTECAS+DO+MALI
Adoramos livros e bibliotecas, e adoramos as pessoas que cuidam deles.
O resgate foi bem sucedido, muitos manuscritos foram salvos, mas infelizmente não foi realizado nas condições ideais em razão das circunstâncias. Agora estão sendo analisados, novamente catalogados para serem restituídos, contando com a preciosa ajuda do governo alemão (http://www.cartacapital.com.br/internacional/alemanha-ajuda-a-recuperar-manuscritos-historicos-no-mali).
Infelizmente também estima-se que o número de perdas chegaria a metade do acervo.
Sobre o assunto, há dois vídeos interessantes:
http://www.youtube.com/watch?v=cZyBHJedPpY. Esse é um programa de Josh Bernstein que mostra a cidade e como enterram os livros no deserto.
http://www.youtube.com/watch?v=_cjVunjRFEU#aid=P-OHGAjSibE. Esse é uma reportagem logo após a saída dos responsáveis pela destruição dos prédios das bibliotecas.
Desde lá tenho acompanhado as notícias sobre os livros, e lembrei que agora no mês de março comemoramos os dramático e silencioso resgate das bibliotecas, uma verdadeira operação de salvamento que conseguiu protegê-los de mais uma grande queima. Confira: http://www.istoe.com.br/reportagens/281513_O+INCRIVEL+RESGATE+DAS+BIBLIOTECAS+DO+MALI
Adoramos livros e bibliotecas, e adoramos as pessoas que cuidam deles.
O resgate foi bem sucedido, muitos manuscritos foram salvos, mas infelizmente não foi realizado nas condições ideais em razão das circunstâncias. Agora estão sendo analisados, novamente catalogados para serem restituídos, contando com a preciosa ajuda do governo alemão (http://www.cartacapital.com.br/internacional/alemanha-ajuda-a-recuperar-manuscritos-historicos-no-mali).
Infelizmente também estima-se que o número de perdas chegaria a metade do acervo.
Sobre o assunto, há dois vídeos interessantes:
http://www.youtube.com/watch?v=cZyBHJedPpY. Esse é um programa de Josh Bernstein que mostra a cidade e como enterram os livros no deserto.
http://www.youtube.com/watch?v=_cjVunjRFEU#aid=P-OHGAjSibE. Esse é uma reportagem logo após a saída dos responsáveis pela destruição dos prédios das bibliotecas.
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sábado, 1 de março de 2014
O significado do carnaval
Quem desconhece a festa pode até pensar que se trata beber e brincar para esquecer as amarras e amarguras da vida. E muita gente certamente acredita poder suspender o cotidiano, a rotina e a normalidade por alguns dias, enquanto a folia acontece.
Mas, pensando melhor e claramente depois que me aposentei da festa, acho que na verdade o carnaval é um momento de lembrar. É uma verdadeira co-memoração que serve para reforçar laços sociais, compõe a identidade cultural, e nos permite voltar aos espaços públicos - ruas e praças - para nos relacionarmos com outros habitantes do ecossistema, o que cada dia é mais raro no nosso mundo encastelado (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2012/02/resgatando-instituicoes-antigas-fosso.html).
Existem vários indícios de que o carnaval é um exercício de lembrança, por exemplo:
- No post http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/02/fantasias-de-carnaval-reflexao-e.html, refletimos que existem fantasias e personagens atemporais. Pierrôs, Arlequins, piratas, odaliscas, marinheiros antigos frequentam o nosso carnaval há tanto tempo que já são tradição.
- Todos os anos cantamos e dançamos as mesmas músicas, algumas quase centenárias (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/02/marchas-de-carnaval.html). É claro que já esquecemos muitas também, mas há aquelas que sempre nos acompanham na folia.
Todo mundo tem seus antigos carnavais, e os seus bons e velhos tempos. A minha lembrança mais querida é a do Carnaval de 1989, ano de excelente safra. Como brinquei naquele carnaval, dançando essa música: http://www.youtube.com/watch?v=OoPve-5cWY4...
Já cumpri o meu dever cívico, e já dei a minha cota de esforço pela festa. Agora, para mim o carnaval é época de lembrar os velhos tempos, sentadinha no recesso do meu lar.
Não pensem que é fácil renunciar, pois fui adestrada a ser foliã. Eu ainda sinto aquela vontade de pular, mas não é tão intensa ao ponto de me fazer sair de casa. Para os que ainda estão na ativa, desejo um ótimo carnaval!
Mas, pensando melhor e claramente depois que me aposentei da festa, acho que na verdade o carnaval é um momento de lembrar. É uma verdadeira co-memoração que serve para reforçar laços sociais, compõe a identidade cultural, e nos permite voltar aos espaços públicos - ruas e praças - para nos relacionarmos com outros habitantes do ecossistema, o que cada dia é mais raro no nosso mundo encastelado (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2012/02/resgatando-instituicoes-antigas-fosso.html).
Existem vários indícios de que o carnaval é um exercício de lembrança, por exemplo:
- No post http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/02/fantasias-de-carnaval-reflexao-e.html, refletimos que existem fantasias e personagens atemporais. Pierrôs, Arlequins, piratas, odaliscas, marinheiros antigos frequentam o nosso carnaval há tanto tempo que já são tradição.
- Todos os anos cantamos e dançamos as mesmas músicas, algumas quase centenárias (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/02/marchas-de-carnaval.html). É claro que já esquecemos muitas também, mas há aquelas que sempre nos acompanham na folia.
Todo mundo tem seus antigos carnavais, e os seus bons e velhos tempos. A minha lembrança mais querida é a do Carnaval de 1989, ano de excelente safra. Como brinquei naquele carnaval, dançando essa música: http://www.youtube.com/watch?v=OoPve-5cWY4...
Já cumpri o meu dever cívico, e já dei a minha cota de esforço pela festa. Agora, para mim o carnaval é época de lembrar os velhos tempos, sentadinha no recesso do meu lar.
Não pensem que é fácil renunciar, pois fui adestrada a ser foliã. Eu ainda sinto aquela vontade de pular, mas não é tão intensa ao ponto de me fazer sair de casa. Para os que ainda estão na ativa, desejo um ótimo carnaval!
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