"A memória gosta de brincar de esconde-esconde, de rastejar para longe. Ela tende a se prolongar, para se disfarçar, muitas vezes desnecessariamente. A memória se contradiz, e como ela é pedante, quer as coisas do seu jeito".
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Hoje, 13/04/2015, também faleceu o escritor alemão Günter Grass. Esse post é em sua memória.
O brasileiro não tem memória.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Citações sobre a memória - Eduardo Galeano
"A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo."
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Hoje, 13/04/2015, faleceu o escritor uruguaio Eduardo Galeano. Esse post é em sua memória.
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Hoje, 13/04/2015, faleceu o escritor uruguaio Eduardo Galeano. Esse post é em sua memória.
sábado, 11 de abril de 2015
Três por quatro
Ontem estava conversando e disse que, "no Brasil, a lei é desrespeitada a três por quatro".
O meu marido deu uma risada e perguntou o que significava a expressão "três por quatro". Ele sempre dá uma risada com expressões desconhecidas e intrigantes que identifica. Falei um pouco sobre nossas maluquices no post http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/08/coisas-que-nao-fazem-sentido.html .
Uso a expressão "a três por quatro" para dizer que uma coisa é freqüente (sim, ainda uso o trema) e corriqueira. O que eu quis dizer é que a lei é frequentemente desrespeitada no Brasil.
Essa expressão aparece na música Partido Alto, que adoro na voz de Cássia Eller (https://www.youtube.com/watch?v=3BbxzwCEb-E):
Deus me fez um cara fraco
desdentado e feio
Pele e osso, simplesmente
Quase sem recheio
Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Eu dou porrada a três por quatro
E nem me despenteio
Porque eu já tô de saco cheio.
Mas de onde vem o "três por quatro"? Encontrei algumas explicações, afirmando que é sinônimo de "três por dois", e que significaria fartura, continuidade, e supostamente seria sinônimo de "a dar com o pau".
Nessa acepção, de sinônimo de "três por dois", talvez seja uma inflação brasileira da expressão italiana "Ogni tre per due".
Vou continuar procurando para saber se três por quatro é sinônimo de três por dois, e se for, vou trocar seis por meia dúzia.
O meu marido deu uma risada e perguntou o que significava a expressão "três por quatro". Ele sempre dá uma risada com expressões desconhecidas e intrigantes que identifica. Falei um pouco sobre nossas maluquices no post http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/08/coisas-que-nao-fazem-sentido.html .
Uso a expressão "a três por quatro" para dizer que uma coisa é freqüente (sim, ainda uso o trema) e corriqueira. O que eu quis dizer é que a lei é frequentemente desrespeitada no Brasil.
Essa expressão aparece na música Partido Alto, que adoro na voz de Cássia Eller (https://www.youtube.com/watch?v=3BbxzwCEb-E):
Deus me fez um cara fraco
desdentado e feio
Pele e osso, simplesmente
Quase sem recheio
Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Eu dou porrada a três por quatro
E nem me despenteio
Porque eu já tô de saco cheio.
Mas de onde vem o "três por quatro"? Encontrei algumas explicações, afirmando que é sinônimo de "três por dois", e que significaria fartura, continuidade, e supostamente seria sinônimo de "a dar com o pau".
Nessa acepção, de sinônimo de "três por dois", talvez seja uma inflação brasileira da expressão italiana "Ogni tre per due".
Vou continuar procurando para saber se três por quatro é sinônimo de três por dois, e se for, vou trocar seis por meia dúzia.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Regularidades humanas
Os grupos humanos sempre produziram artefatos de acordo com as suas necessidades, em conformidade aos recursos disponíveis, e aos padrões de representação de cada época.
Estudando um pouco de História, parece que os humanos sempre fizeram a mesma coisa, o que muda é a sua forma de expressão.
Por exemplo, usar roupas, cozinhar, praticar religiões, destinar restos mortais, fazemos hoje o que fazíamos outrora.
E de vez em quando deixo a imaginação correr solta e especulo como os povos antigos faziam tudo isso. Comparando o que fazemos hoje com o que faziam os nossos bisavós já há diferenças interessantes, imagine se recuamos séculos e milênios...
Bem, a minha bisavó não pode ser considerada exatamente um parâmetro (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/07/minha-bisavo-eulina.html).
O passado é fascinante e ilimitado, e só aumenta a cada dia! E o ser humano, que dizem ser composto de 70% de água, na verdade é mais pleno ainda de passado e suas experiências.
Estudando um pouco de História, parece que os humanos sempre fizeram a mesma coisa, o que muda é a sua forma de expressão.
Por exemplo, usar roupas, cozinhar, praticar religiões, destinar restos mortais, fazemos hoje o que fazíamos outrora.
E de vez em quando deixo a imaginação correr solta e especulo como os povos antigos faziam tudo isso. Comparando o que fazemos hoje com o que faziam os nossos bisavós já há diferenças interessantes, imagine se recuamos séculos e milênios...
Bem, a minha bisavó não pode ser considerada exatamente um parâmetro (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/07/minha-bisavo-eulina.html).
O passado é fascinante e ilimitado, e só aumenta a cada dia! E o ser humano, que dizem ser composto de 70% de água, na verdade é mais pleno ainda de passado e suas experiências.
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Direito à memória coletiva
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Provérbios (3)
Provérbios supostamente cristalizam uma sabedoria intergeracional, mas aqui no blog trabalhamos com a hipótese de que também podem veicular preconceitos, outras vezes são apenas idiotas, e por isso periodicamente os submetemos a crítica, antes de continuar transmitindo-os e propagando-os pelo mundo e gerações.
Até criamos uma campanha permanente contra a transmissão, promoção e difusão de ditos populares idiotas http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/09/campanha-contra-transmissao-difusao-e.html
Nesse post decidimos analisar um dito popular/provérbio extremamente incômodo: "Com mulher de bigode, nem o diabo pode".
O bigode é considerado um símbolo de masculinidade, portanto a mulher de bigode possui características e exerce funções (de mando) tradicionalmente masculinas, o que certamente causa temor e insegurança nos varões.
Nesses tempos em que os limites físicos, culturais e sociais entre o masculino e o femininos encontram-se borrados no mundo ocidental, parece-me profundamente inadequado continuar considerando que pelos, onde quer que nasçam, sejam relevantes para definir personalidades e papéis sociais.
Depilação, acredito, deve ser uma escolha consciente e livre, um ato de liberdade. Não é um pequeno conjunto de pelos acima dos lábios que fará de alguém uma virago.
E afinal, o que significa "que nem o diabo pode"? Há uma referência à necessidade de submeter a mulher com bigodes, por acaso?
Não gosto da idéia, não gosto do dito popular e decidi combatê-lo.
Já esse outro traz verdadeira sabedoria; "o que começa errado, termina errado". É uma questão principiológica e de raiz: se começou torto nunca se endireita, como naquele provérbio que diz "pau que nasce torno, morre torto".
Quem defende que as coisas e pessoas têm conserto, geralmente retruca o provérbio com frases do tipo "tudo está bem quando acaba bem" ou "se não está bem é porque ainda não terminou", mas isso não foi confirmado pela minha experiência e demonstra um otimismo injustificável.
Quem defende que as coisas e pessoas têm conserto, geralmente retruca o provérbio com frases do tipo "tudo está bem quando acaba bem" ou "se não está bem é porque ainda não terminou", mas isso não foi confirmado pela minha experiência e demonstra um otimismo injustificável.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Patuás
Onde estão os patuás quando mais precisamos deles?
Os patuás são talismãs, objetos mágicos de proteção e só por isso já seriam interessantes.
Mas junto com os patuás também vem a lembrança de um grupo de escravos da etnia mandinga (ou malinke), mulçumanos viventes nesta terra brasilis, que tinham o costume de carregar uma pequena bolsa de couro ao pescoço, amarrada com um cordão, onde colocavam frases do Corão para sua proteção.
Os mandingas não chamavam essa bolsinha de "patuá", mas assim os faziam os outros.
Com o tempo, a palavra "mandinga" assumiu diversos significados: feitiçaria, ou uma sabedoria ladina. Esse aspecto mágico gerou até uma "bolsa de mandinga", de onde constavam variados objetos utilizados em rituais de cura.
Tão forte é a associação da (dos) mandinga com magia, que nós até temos um ditado popular que diz "quem não pode com mandinga, não carrega o patuá".
Considerando os tempos confusos que vivemos, acredito que seria apropriado todos carregarmos patuás, mas será que aguentamos a mandinga? Além do corpo fechado, será que o patuá também protege os bolsos?
Os patuás são talismãs, objetos mágicos de proteção e só por isso já seriam interessantes.
Mas junto com os patuás também vem a lembrança de um grupo de escravos da etnia mandinga (ou malinke), mulçumanos viventes nesta terra brasilis, que tinham o costume de carregar uma pequena bolsa de couro ao pescoço, amarrada com um cordão, onde colocavam frases do Corão para sua proteção.
Os mandingas não chamavam essa bolsinha de "patuá", mas assim os faziam os outros.
Com o tempo, a palavra "mandinga" assumiu diversos significados: feitiçaria, ou uma sabedoria ladina. Esse aspecto mágico gerou até uma "bolsa de mandinga", de onde constavam variados objetos utilizados em rituais de cura.
Tão forte é a associação da (dos) mandinga com magia, que nós até temos um ditado popular que diz "quem não pode com mandinga, não carrega o patuá".
Considerando os tempos confusos que vivemos, acredito que seria apropriado todos carregarmos patuás, mas será que aguentamos a mandinga? Além do corpo fechado, será que o patuá também protege os bolsos?
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
Sabedoria antiga: receita medieval contra bactérias resistentes
Olha que notícia interessante: http://edition.cnn.com/2015/03/31/health/anglo-saxon-potion-mrsa/index.html.
Estou dizendo, o passado ensina. Remédios antigos e caseiros, superstições, tudo isso é patrimônio imaterial que renasce ao ser lembrado.
Estou dizendo, o passado ensina. Remédios antigos e caseiros, superstições, tudo isso é patrimônio imaterial que renasce ao ser lembrado.
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