O brasileiro não tem memória.

Neste blog desmascaramos esta mentira.









sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Souvenir (7): Brasília



No longíquo ano de 2000, tive que ir à Brasília para participar de uma sessão no Supremo Tribunal Federal, foi a minha primeira vez na capital federal.

Eu estava muito feliz por vários motivos:

1 - Eu vi que o Supremo Tribunal Federal existe no mundo físico. Até então, eu mistificava tanto, mas tanto, que acha que ia ter que viajar para a Terra Média de Tolkien, e passar vários perigos até chegar ao SUPREMO.

(Puxa, agora eu me lembrei de um filme que passava na sessão da tarde, que tinha esse sabor de peregrinação exploratória e perigosa: "A Rosa Azul" (dá uma olhada no vídeo do youtube! http://www.youtube.com/watch?v=HXI-EE-zXDk&noredirect=1).

O "maléfico Vizir" possuía uma relíquia chamada o "olho de que tudo vê", que eu sempre associei à idéia de "aleph", ou de televisão, como queiram.

2 - Desculpem, às vezes a memória faz a gente viajar. Voltando ao souvenir, quando saí do SUPREMO, feliz por aprender e experimentar o nascimento da jurisprudência, fui comemorar com os Candangos.

3 - E por que fui comemorar lá? Porque esse monumento é muito alto astral! Esses braços para cima são o símbolo universal da vitória. É irresistível, todo mundo que chega lá levanta os braços e comemora alguma coisa, qualquer coisa.

Candangos, Uhuuuuu! Issa!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Serenidade

Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar;
Coragem para modificar as que posso e sabedoria para distinguir a diferença.



Esses aí são os livros que eu não consegui ler na época do Doutorado. E vocês podem questionar: "tudo bem, Fabiana, você não leu porque não deu tempo...Mas porque você não dá uma arrumada nessa prateleira?"

E aí quem pergunta sou eu: Que hostilidade é essa?

Eu enquadraria essa prateleira na categoria "coisas que eu não posso modificar", e a serenidade consiste na aceitação desse fato.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Memórias Falsas (1): Abdução de Fabiana

Estou inclinada a imitar Mark Twain (http://direitoamemoria.blogspot.com/2011/09/citacoes-sobre-memoria-mark-twain.html), lembrando só das coisas que nunca aconteceram.




Para iniciar essa série do blog, uma rara foto tirada momentos antes da abdução de Fabiana, enquanto caminhava calmamente no sul da ilha de Florianópolis:



Tenho poucas lembranças da abdução propriamente dita, mas lembro vagamente que um inca venusiano azul me falou que estávamos na constelação de Alpha Centauri. Depois lembro vagamente que me deram alguma coisa de comer parecida com uma tapioca, cujo recheio era apenas de coco, e eu disse: "aí tá certo".

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Campanha da OAB pela Memória e pela Verdade

Esse post é para divulgar a campanha da Ordem dos Advogados do Brasil pelo direito à memória e à verdade dos desaparecidos políticos do Brasil, no período da Ditadura Militar, 1964/1988.

http://www.youtube.com/watch?v=bHiN1AIVzoA

Na verdade, a Lei brasileira inclui o período de desestabilização política anterior, de 1961 até o golpe de Estado (1964), então devemos considerá-lo nesse processo de busca.

Espero que o salutar exercício da verdade transborde esse apertado período e atinja outras épocas e circunstâncias da nossa História e do nosso cotidiano.

domingo, 25 de setembro de 2011

Lembrar Clara Nunes

Clara Nunes foi uma grande cantora brasileira, que infelizmente faleceu as 41 anos de idade, no dia 2 de abril de 1983.

Além de ser uma das maiores cantoras populares do Brasil, Clara Nunes também merece ser lembrada porque sua carreira artística foi a afirmação de sua identidade cultural. O modo de vestir-se nas apresentações, os adereços que usava, a temática das suas músicas, acredito, conseguiu contribuir para divulgar a beleza dos cultos afro-brasileiros:

http://www.youtube.com/watch?v=Gs17NDxlCTs&ob=av2n

Clara Nunes é uma presença marcante nas manhãs da minha infância. Minha mãe colocava o discão de vinil nas manhãs de sábado ou domingo, e nós fazíamos as tarefas domésticas ao som da voz dela, quase como uma música laboral.

Eu na verdade pouco ajudava na faxina, porque ficava prestando atenção às letras e dançando. A música que eu mais gostava de ouvir era essa do link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=eBVpMd0eMZU&ob=av2n

"Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela?" Eu achava uma bobagem essa dúvida: é claro que era a morena que mexia o chocalho!

Depois fui descobrir que na verdade é o chocalho, o tambor, ou qualquer coisa que faça um barulho ritmado que mexe com a gente. Dependendo do ritmo, simplesmente não dá para ficar parado.

Além de ouvir, eu gostava de VER Clara Nunes cantando. Ela era tão bonita e sempre canta tão feliz, era divertido de assistir. E as roupas e os adereços? Sempre com lindos vestidos, geralmente brancos, e adornava os cabelos com flores, conchinhas, búzios, no final ela mesma ficava parecendo uma representação de Iemanjá.

E o melhor, Clara Nunes cantou uma de minhas músicas preferidas: Feira de Mangaio, acompanhada da preciosa sanfona de Sivuca. Ouvindo essa canção parece que eu sou transportada àquelas feiras tradicionais de produtos regionais, que conseguem sintetizar o modo de vida e os bens culturais cotidianos. A feira é um lugar mágico para a memória coletiva:

http://www.youtube.com/watch?v=V0KLXs0SCpE&feature=related

sábado, 24 de setembro de 2011

Souvenir (6): Congonhas, Minas Gerais

A cidade de Congonhas, no Estado de Minas Gerais, possui um DESLUMBRANTE conjunto arquitetônico e artístico, compondo o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Por isso, neste post vou escrever pouco e mostrar mais fotos, em um silêncio respeitoso:












Agora, o souvenir:




A epopéia desse souvenir foi a seguinte: cheguei no Santuário, e fiquei de boca aberta, babando. Daí resolvi ligar para a minha mãe para dizer que as esculturas eram lindas, e que os artesãos locais faziam miniaturas delas.

Inocentemente, perguntei se ela queria um souvenir com a miniatura de algum profeta (1), e ela me disse que queria uma de cada (profeta). Resultado, carreguei a minha mala com uma dezena dessas pequenas, mas pesadíssimas imagens, e mais uma réplica do profeta Daniel para meu próprio deleite.

Não sobrou espaço para outros suvenires mineiros, que graças a Deus são da modalidade comestível, então sempre tinha à mão queijo fatiado para melecar em qualquer tipo de doce que caísse nas minhas ávidas mãos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

RESGATANDO XINGAMENTOS ANTIGOS...SEVANDIJA

"Sevandija: (poss. de um voc. hispânico pré-romano *sevandilla, dir do nome basco de lagartixa. s.f. 1. Zool. designação comum de parasitas e vermes imundos. S 2g 2. Pessoa que vive à custa dos outros, parasito. 3. Pessoa vergonhosamente servil." (Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda).

Modo de usar: Exemplo: "O sevandija emérito da empresa babou o ovo do chefe até ficar molhado".