O brasileiro não tem memória.
Neste blog desmascaramos esta mentira.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Brasil, Argentina e Uruguai: acordos bilaterais para a abertura de arquivos da ditadura
Notícia importante para a memória: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,brasil-assina-acordo-para-abrir-arquivos-da-ditadura,1124536,0.htm
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Conhece-te a ti mesmo, Brasil (7): A questão do cumprimento de normas
Vamos fazer uma síntese do que concluímos até o momento sobre os nossos modos de viver e sentir:
Brasileiros adoram e precisam ganhar, porque isso faz parte da sua afirmação: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2012/11/conhece-te-ti-mesmo-brasil-
Brasileiros são impontuais: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/01/conhece-te-ti-mesmo-brasil-2.html
Brasileiros não cultivam a alegria de viver: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/03/conhece-te-ti-mesmo-brasil-3-questao-da.html, embora exista um aparente consenso de que somos alegres.
Brasileiros são barulhentos: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/12/conhece-te-ti-mesmo-brasil-4-questao-do.html, e não concebem uma alegria silenciosa, embora estejamos acostumados com o silêncio imposto.
Brasileiros esperam, pois são educados para isso: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2014/01/conhece-te-ti-mesmo-brasil-5-arte.html. Por isso, prazos parecem ser uma quase uma forma de injustiça.
Brasileiros ligam muito para as aparências: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2014/01/conhece-te-ti-mesmo-brasil-6-questao-da.html. E os padrões de beleza feminina e masculina são bens distintos, sendo os primeiros mais restritos.
Brasileiros improvisam http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/08/conhece-te-ti-mesmo-brasil-imponderavel.html, em prejuízo da qualidade e da satisfação dos consumidores de bens e serviços.
Vamos pensar agora em outra característica coletiva notável que é o cumprimento de normas (sociais ou jurídicas).
Poderia começar a reflexão dizendo que os brasileiros não são educados a cumprir normas, e esse seria mais uma faceta do problema da Educação no Brasil (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/06/questao-da-efetividade-no-direito.html). Entretanto, como já realizamos a reflexão sob o viés da falta de educação normativa que solapa a efetividade das normas jurídicas (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/07/memoria-e-aprendizado-questao-da.html), prefiro aqui destacar que na verdade o brasileiro inventa normas para cumprir.
Como os padrões de comportamento estabelecidos normativamente não são ensinados de forma eficaz, na verdade as pessoas inventam o seu próprio modo de cumprir as normas, ou simplesmente as inventam. Há comunidades em que o Estado nunca compareceu, e nem ofertou normas através de sua longa mão. Então, as pessoas criam as suas normas de convivência consuetudinária, à margem e às vezes contra a legislação.
Nessa semana me peguei pensando nos altos índices de criminalidade no Brasil. A minha hipótese: a criminalidade transformou-se em modo de viver, ofício tradicional transmitido entre gerações, seja para populações que viveram à margem do Estado, e por isso criaram o seu próprio ordenamento, seja para aqueles integram a estrutura estatal, passando o poder hereditariamente, quase à moda monárquica, e incompreensivelmente através do voto secreto.
Brasileiros têm dificuldade de cumprir normas e confundem qualquer exigência nesse sentido como autoritarismo. Vou dar um exemplo cotidiano: o brasileiro é impontual e não dispõe de um sistema de transporte adequado, certo? Isso pode criar a falsa sensação de um direito ao atraso. Se a empregador, como é de se esperar, exige o cumprimento de horários e pune atrasos, é considerado injusto e autoritário.
Por outro lado, é muito comum perceber que as pessoas afrouxam o cumprimento das normas. Começam cumprindo e depois vão escolhendo aquelas que vão cumprir ou não. O resultado disso é a modificação para pior de procedimentos, inclusive de segurança, simplesmente porque o padrão não é mantido.
Não preciso me alongar na exposição para demonstrar que essa incapacidade de cumprir normas pode afetar muito a vida das pessoas, inclusive no aspecto empregabilidade.
Se você acha que as minhas análises são negativas quanto aos aspectos identitários, não esqueça que sempre é possível fazer uma leitura diametralmente oposta: brasileiros são competitivos, espontaneamente alegres, expansivos e calorosos, fazem tudo a seu tempo e respeitam o tempo alheio, pois esperam; são bonitos e criativos até mesmo na hora de cumprir regras.
Brasileiros adoram e precisam ganhar, porque isso faz parte da sua afirmação: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2012/11/conhece-te-ti-mesmo-brasil-
Brasileiros são impontuais: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/01/conhece-te-ti-mesmo-brasil-2.html
Brasileiros não cultivam a alegria de viver: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/03/conhece-te-ti-mesmo-brasil-3-questao-da.html, embora exista um aparente consenso de que somos alegres.
Brasileiros são barulhentos: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/12/conhece-te-ti-mesmo-brasil-4-questao-do.html, e não concebem uma alegria silenciosa, embora estejamos acostumados com o silêncio imposto.
Brasileiros esperam, pois são educados para isso: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2014/01/conhece-te-ti-mesmo-brasil-5-arte.html. Por isso, prazos parecem ser uma quase uma forma de injustiça.
Brasileiros ligam muito para as aparências: http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2014/01/conhece-te-ti-mesmo-brasil-6-questao-da.html. E os padrões de beleza feminina e masculina são bens distintos, sendo os primeiros mais restritos.
Brasileiros improvisam http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2013/08/conhece-te-ti-mesmo-brasil-imponderavel.html, em prejuízo da qualidade e da satisfação dos consumidores de bens e serviços.
Vamos pensar agora em outra característica coletiva notável que é o cumprimento de normas (sociais ou jurídicas).
Poderia começar a reflexão dizendo que os brasileiros não são educados a cumprir normas, e esse seria mais uma faceta do problema da Educação no Brasil (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/06/questao-da-efetividade-no-direito.html). Entretanto, como já realizamos a reflexão sob o viés da falta de educação normativa que solapa a efetividade das normas jurídicas (http://direitoamemoria.blogspot.com.br/2011/07/memoria-e-aprendizado-questao-da.html), prefiro aqui destacar que na verdade o brasileiro inventa normas para cumprir.
Como os padrões de comportamento estabelecidos normativamente não são ensinados de forma eficaz, na verdade as pessoas inventam o seu próprio modo de cumprir as normas, ou simplesmente as inventam. Há comunidades em que o Estado nunca compareceu, e nem ofertou normas através de sua longa mão. Então, as pessoas criam as suas normas de convivência consuetudinária, à margem e às vezes contra a legislação.
Nessa semana me peguei pensando nos altos índices de criminalidade no Brasil. A minha hipótese: a criminalidade transformou-se em modo de viver, ofício tradicional transmitido entre gerações, seja para populações que viveram à margem do Estado, e por isso criaram o seu próprio ordenamento, seja para aqueles integram a estrutura estatal, passando o poder hereditariamente, quase à moda monárquica, e incompreensivelmente através do voto secreto.
Brasileiros têm dificuldade de cumprir normas e confundem qualquer exigência nesse sentido como autoritarismo. Vou dar um exemplo cotidiano: o brasileiro é impontual e não dispõe de um sistema de transporte adequado, certo? Isso pode criar a falsa sensação de um direito ao atraso. Se a empregador, como é de se esperar, exige o cumprimento de horários e pune atrasos, é considerado injusto e autoritário.
Por outro lado, é muito comum perceber que as pessoas afrouxam o cumprimento das normas. Começam cumprindo e depois vão escolhendo aquelas que vão cumprir ou não. O resultado disso é a modificação para pior de procedimentos, inclusive de segurança, simplesmente porque o padrão não é mantido.
Não preciso me alongar na exposição para demonstrar que essa incapacidade de cumprir normas pode afetar muito a vida das pessoas, inclusive no aspecto empregabilidade.
Se você acha que as minhas análises são negativas quanto aos aspectos identitários, não esqueça que sempre é possível fazer uma leitura diametralmente oposta: brasileiros são competitivos, espontaneamente alegres, expansivos e calorosos, fazem tudo a seu tempo e respeitam o tempo alheio, pois esperam; são bonitos e criativos até mesmo na hora de cumprir regras.
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sábado, 25 de janeiro de 2014
As duas guerras de Vlado Herzog - Audálio Dantas
Passei os últimos tempos lendo, e o considero um importante relato contextual do caso Vladimir Herzog, considerado o ponto de mutação do regime ditatorial brasileiro, além de ser uma bonita forma de lembrança celebrativa.
Uma informação interessante que extraí do livro foi o caráter antissemita da repressão do período pós-golpe de 1964. Embora eu nunca tivesse lido nada a respeito até então, deveria ter suspeitado, haja vista que na época de Vargas havia essa mentalidade antissemita, que certamente continuou enraizada nas instituições e foi transmitida adiante.
E eu fico me perguntando se ainda há reminiscências de comportamento nos nossos dias, após 25 anos de Constituição Federal.
Uma informação interessante que extraí do livro foi o caráter antissemita da repressão do período pós-golpe de 1964. Embora eu nunca tivesse lido nada a respeito até então, deveria ter suspeitado, haja vista que na época de Vargas havia essa mentalidade antissemita, que certamente continuou enraizada nas instituições e foi transmitida adiante.
E eu fico me perguntando se ainda há reminiscências de comportamento nos nossos dias, após 25 anos de Constituição Federal.
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Diálogo Surreal (3): vovó
Diálogo no dia do meu aniversário, para explicar a forma poética da minha vinda ao mundo.
(...)
Vovó: Não, minha filha, você foi o bebê mais feio que eu já vi na vida. Até se destacava no berçário da Maternidade.
Eu: Por que?
Vovó: Não sei... você nasceu meio roxinha, porque passou do tempo. Também era muito magrinha, tinha um cabeção. E quando abriu os olhos, vixe...
Eu: O que aconteceu?
Vovó: Nada, só dava vontade de sair correndo. Sabe aquela estória de que todo bebê é bonito? Mentira, você era bem feia, tão feia que parecia uma lagartixa.
Eu: Vó, a senhora não tem medo de me deixar traumatizada, dizendo isso?
Vovó: Claro que não! Não é porque você nasceu feia que ia deixar de ser minha neta, além do que melhorou bastante com o tempo. Você será sempre a lagartixa de vovó!, (falou apertando as minhas bochechas).
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Estados lusófonos
Estou estudando questões memoriais vinculadas à língua, e fiz esse post para lembrar dos Estados Lusófonos, ou seja, aqueles em que a Língua Portuguesa também é falada. São eles:
Portugal
Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Moçambique
São Tomé e Príncipe
Timor Leste
Para conhecer os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa através de dados estatísticos, recomenda-se: http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=157850070&PUBLICACOESmodo=2
Portugal
Angola
Brasil
Cabo Verde
Guiné-Bissau
Moçambique
São Tomé e Príncipe
Timor Leste
Para conhecer os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa através de dados estatísticos, recomenda-se: http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBLICACOESpub_boui=157850070&PUBLICACOESmodo=2
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
TED Talks
Por sugestão do meu irmão, comecei a assistir às palestras "TED Talks", e já considero algumas memoráveis.
Para começar, assisti às "10 mais", que na verdade são 11: http://www.ted.com/playlists/77/new_to_ted.html.
Para começar, assisti às "10 mais", que na verdade são 11: http://www.ted.com/playlists/77/new_to_ted.html.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Silbo Gomero
Acho fenomenal a idéia de uma língua assobiada. Eficientíssima forma de comunicação local, que funciona até quando falta energia elétrica, o que não se pode dizer da maioria das novidades que andam por aí.
Interessantísimo:
Lembro que meu pai só chamava as suas crias (nós) através de assobios. Eu sabia exatamente quando meu papai estava nos chamando porque o seu assobio era peculiar e muito alto.
Vendo esse vídeo fiquei com vontade de aprender a assobiar, mas o jeito gomero parece ser um pouco difícil para mim. Lá, en la Isla de La Gomera, é matéria escolar e se aprende desde pequenino http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130107_assobio_mdb.shtml.
Interessantísimo:
Lembro que meu pai só chamava as suas crias (nós) através de assobios. Eu sabia exatamente quando meu papai estava nos chamando porque o seu assobio era peculiar e muito alto.
Vendo esse vídeo fiquei com vontade de aprender a assobiar, mas o jeito gomero parece ser um pouco difícil para mim. Lá, en la Isla de La Gomera, é matéria escolar e se aprende desde pequenino http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130107_assobio_mdb.shtml.
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