O brasileiro não tem memória.

Neste blog desmascaramos esta mentira.









quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

8 de janeiro - marco da resistência democrática

8 de janeiro converteu-se em um marco da construção da democracia no Brasil, momento de lembrar da última tentativa de ruptura da ordem constitucional mediante uma tentativa de golpe de Estado, o último de uma série da nossa conturbada história.

8 de janeiro é uma data para lembrarmos juntos e exercer o dever de memória para entender, prevenir e reagir porque a democracia, principalmente as mais jovens e vulneráveis, precisam de atenção, vigilância e cuidado constantes até se tornarem maduras.

O ataque físico e simbólico aos poderes da República trouxe consequências jurídicas variadas, e assistimos a uma batalha pela marca onde lados opostos reivindicaram significados diversos. Não houve, em torno do marco, o esperado consenso de repudiar a violência contra as instituições, fato que por si já ajuda a identificar o joio e o trigo.

Pergunte-se quem apoia a violência contra as instituições, agentes da segurança pública e o patrimônio cultural.  Pergunte-se quem pôs em risco a ordem pública, e descobrirá quem conserva e quem destrói.

Para lembrar sempre o 8 de janeiro, porque essa é a missão deste blog:


https://direitoamemoria.blogspot.com/2023/01/o-infame-8-de-janeiro-de-2023.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2023/02/todo-dia-8-de-janeiro.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2023/04/lembrar-o-dia-8-de-janeiro-de-2023.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2024/01/8-de-janeiro-de-2024.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2024/01/comemoracao-do-8-de-janeiro-ato.html

https://direitoamemoria.blogspot.com/2025/01/8-de-janeiro-de-2025-dever-de-memoria.html

domingo, 28 de dezembro de 2025

Ferramentas

Quando penso na minha biografia lembro que a vida de todo mundo é um caminho, que só existe quando você percorre, e esse é o sentido do curriculum vitae.

Caminhar na vida é adquirir ferramentas para viver bem, o que me lembra aquele abraço de Gilberto Gil, canção tão sábia e preciosa:

"Meu caminho pelo mundo eu mesmo faço

A Bahia já me deu régua e compasso

Quem sabe de mim sou eu

Aquele abraço!

Para você que me esqueceu

Aquele abraço!

Régua e compasso são ferramentas importantes porque ajudam a medir corretamente pessoas e situações, e a desenhar a forma como as relações devem se desenvolver. A família e a minha cultura me deram a régua e o compasso que eu uso todos os dias.

A bússola, a direção, eu construí ao caminhar para o lado certo da Força.

E em 2025 eu conquistei o meu sextante.

Para vocês, desejo um 2026 cheio de boas possibilidades, com ferramentas que tornem a vida maravilhosa.

Aquele abraço!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Lembrancinha

Dezembro e janeiro de cada ano compõem o ciclo natalino porque, entre nós, o Natal não é apenas uma data, mas um período de festejos.

É um tempo de confraternização, agradecimentos e dádivas, onde as pessoas manifestam bons sentimentos que deveriam estar presentes em todos os dias e horas de nossas vidas.

Nesse período mágico há o costume de ofertar presentes, que às vezes chamamos de lembrancinhas (cf.https://direitoamemoria.blogspot.com/2012/12/feliz-natal-2013.html).

Eu adoro a palavra e a ideia da lembrancinha porque, em primeiro lugar, demonstra que alguém pensou no presenteado com carinho e, segundo, que o presentinho é algo cujo valor é mais do que material.

A lembrancinha vale mais pelo significado do que pela matéria, e isso também é aplicável aos bens materiais que suportam o direito à memória coletiva e individual.

Feliz Natal!



sábado, 29 de novembro de 2025

Nomes do Brasil - IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é uma autarquia federal, portanto integrante da Administração Pública, cujos inestimáveis serviços permitem que nós brasileiros conheçamos a nós mesmos, ao nosso território, e suas preciosas informações são fundamentais para o planejamento das políticas públicas.

Para conhecer o IBGE:https://www.ibge.gov.br/acesso-informacao/institucional/o-ibge.html

Recentemente, o IBGE publicou a lista dos nomes próprios e sobrenomes utilizados no Brasil: https://censo2022.ibge.gov.br/nomes

Nas últimas semanas essa questão dos nomes vem sido muito debatida e a plataforma permite pesquisar o seu próprio.  Descobri que no Brasil existem 274.147 pessoas que têm a sorte de portar esse belo nome "Fabiana", comunidade da qual eu orgulhosamente faço parte, cuja média de idade é de 38 anos.

O acentuado declínio na escolha desse nome próprio simples, e lindo, mostra que ele não está na moda.

Bem, faço parte da comunidade pelos motivos errados, mas no fim da estória muito doida que os meus pais contam, eu ganhei o nome Fabiana.

Lá você também pode descobrir qual o lugar no mapa com maior ocorrência de "Fabianas", que é em Minas Gerais. Não é novidade alguma já que nós, Fabianas, somos muito espertas e sabemos exatamente o lugar que tem os melhores quitutes, acompanhados de um cafezim de primeira qualidade.

Eu preciso explicar que, do ponto de vista da lei de registros públicos brasileira, a escolha do nome próprio (prenome ou primeiro nome) é livre, desde que não represente um atentado à dignidade da pessoinha. Alguns países possuem leis indicando (ou proibindo) nomes que podem ser atribuídos aos recém-cidadãos, o que limita obviamente as escolhas e as expectativas dos que nomeiam.

O primeiro nome de uma pessoa aqui no Brasil pode ser simples, composto, e ao alvedrio dos pais ou responsáveis. 

Sim, eu escrevi alvedrio, que é uma palavra muito antiga, que ninguém mais usa porque, além de promover o resgate, também poderia ser o nome de alguém.

Não é, eu busquei na plataforma.  Mas se você procurar encontrará nomes interessantes e peculiares, que ajudam a compor esse mosaico supercriativo dos nomes brasileiros, inclusive contextualizando o período em que determinado nome se tornou mais comum.

Além dos nomes mais corriqueiros identificados pelo IBGE, tais como Maria, Ana, José e Antônio, existem muitos outros memoráveis https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2025/11/05/deus-remedio-finado-e-carnaval-veja-nomes-e-sobrenomes-inusitados-registrados-em-sp-segundo-ibge.ghtml.


sábado, 27 de setembro de 2025

Formas de lembrar (27): um docinho (ou muitos)

 Hoje é dia de São Cosme e São Damião, e aqui no Brasil nós celebramos a sua memória com a distribuição de doces às crianças, de qualquer idade, sem considerar o limite temporal mesquinho que põe fim à infância.

Algumas de minhas lembranças mais doces e divertidas ligam-se à celebração da memória dos santos Cosme e Damião (https://direitoamemoria.blogspot.com/2020/09/dia-de-sao-cosme-e-sao-damiao.html?sc=1758976359027#c1005048515125254729), e por isso hoje é dia de exagerar na sobremesa.

Recentemente descobri que algumas representações dos santos trazem uma terceira pessoa, geralmente interpretada como um irmão mais novo dos gêmeos (Doum), aparentemente com referência a um costume iorubá.

Como eu nunca ouvi falar disso, esse é um mistério que vale a pena pesquisar, e só por isso vou comer o triplo das sobremesas hoje.

Viva!

domingo, 7 de setembro de 2025

Capitulo publicado (2025) - Fabiana Dantas

Em 03/09/2025 foi publicado o livro "Patrimônio Cultural e Meio Ambiente - Direito, Memória e Sustentabilidade" pela Editora Juspodivm, e foi uma oportunidade de encontrar, pensar e aprender junto com os amigos.  O meu capítulo se chama "Uma trilha ecológica para o patrimônio cultural", e tem como objetivo contribuir para um conceito legal-operacional de patrimônio cultural ecológico.





Estudemos.


sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Patxohã - Língua de Guerreiros (2016)

A luta das comunidades pela sua memória coletiva e individual é uma das facetas mais importantes do direito à memória.

Lutar para ser quem é, e conseguir passar essa identidade adiante, é para alguns grupos a forma mais urgente de sobrevivência.

Os povos originários do Brasil possuem uma cultura diversa, formas de fazer, sentir e modos de viver que são a base da sua autonomia e da sua identidade.

Proteger a sua identidade, a sua vida e o seu modo de vida é uma tarefa incessante, e até incompreensível para quem não passou por essa experiência de trauma geracional.

O documentário Patxohã Língua de Guerreiros (2016) mostra como a memória é uma conquista, e que o direito que lhe corresponde só pode ser efetivo se defendido permanentemente.

Para assistir:

https://www.youtube.com/watch?v=PuoHqbxugqY